quinta-feira, 21 de abril de 2011

QUEBRA-CABEÇA



Ao falar de música, em músicas tantas nos ares miscigenados que desta terra ecoam... acabamos por tentar compará-la à de algum outro povo; não podemos. Logo sim, devemos (!) salientar características - sem modéstia alguma - únicas d’uma gente que lapida-se dia a dia por necessidade e faz da própria o seu tempero. Quente! Vivo e seu. Sim! Isto aqui nos deu a régua e o compasso, formando em cada giro e em cada traço, nossas (!) essas particularidades musicais incrivelmente ricas e especiais. Sonoridades, ritmos, arranjos, heterogeneidades que preenchem nosso ser antes mesmo de nascer. Se talvez pudéssemos do alto ouvir o canto desta terra... As palavras não mais seriam precisas. Perceberíamos que poetas, pedreiros, músicos, doutores, muitos, todos (!) unem-se a esta inquebrantável amálgama musical que orbita em nosso ar, na vastidão de tantos risos e prantos atirados no lirismo deste cotidiano. Reinventar a todo o momento é o jeito - brasileiro - de interpretar a vida, de interpretar a música, a arte; e diante deste fervilhão fortemente temperado, encontrar a diversidade sem ao menos procurar.
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Agora, seria possível conceber uma banda, preciosa na essência de suas idéias harmônicas e rítmicas, mas ao mesmo tempo, visceralmente apta a sentir e antropofagicamente vomitar o simples looping de três acordes? De trabalhar com autenticidade esta enorme diversidade sem parecer falso?
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A banda QUEBRA-CABEÇA com competência e compromisso apenas co’a verdade responderá a essas perguntas. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Luam Morais

Um comentário:

  1. "Olá Luam
    Muita felicidade nessa nova empreitada. Toda arte precisa da persistência e acredito, sobremaneira, na de vocês todos da Quebra-Cabeça. Acredito na cumplicidade de vocês com a música e isso é a haste fundamental para se levar adiante qualquer projeto, qualquer ideia. Estou encantado com a seriedade, com o profissionalismo, que nos mostram. Vou pedir aos deuses de todas as aldeias do norte da Índia e aos xamãs parecis do mato grosso a proteção para você, Tom, Raulito, o Tio Nonô(o maior ciclista brasileiro), a Gabriela e o Rafael.
    beijos saudosos deste companheiro
    celso" por Celso de Alencar

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