segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


EU POSSO, TU PODES, ELE PODE

Tudo Pode é o primeiro álbum musical de uma banda cheia de gente. Reflete bem o que essa galera paulistana possui em suas entranhas: poesia e musicalidade á flor da pele.

Se me perguntarem qual o gênero de música, talvez tenha que dissertar sobre o tema. O disco não sugere um rótulo específico porque todos os gêneros lhe acompanham em todas as faixas. Como é dito em umas das músicas: “levar, trazer e no ar se abster, arte não é o que os olhos vêem, é como podem ver” e pros olhos dessa galera que Tudo Pode, “só não pode não poder”.

Esse álbum deveria ter sido chamado de eu posso, tu podes, ele pode. É um disco de arte-ajuda para a afirmação do eu. “... com gosto o gosto vem”, e quem tem o gosto? “... o amor pode ser nada, o amor tem que ser você”.

Todos os seres vivos deste planeta buscam a felicidade de alguma forma. O ser humano é mais complexo, mesmo que o amplexo seja um simples abraço. A tal felicidade se resume em cada segundo. Você disposto sempre. Cada pedacinho de você. Cada migalha sua, mas “... engrenada e pulsando por todos os lados e por todos os cantos”. Você livre com você, pra chorar, pra querer, pra voar “... como uirapuru, transcendendo esse inferno, nesse canto interno, nesse céu azul”, eu quero esse azul, eu vivo nesse azul, azul fumaça, azul poeira que não desanima, azul São Paulo, onde “... o próprio passo é a razão”. 

Eu posso? Tu podes? Ele pode?

Tudo pode